Imagina a cena: essa semana o governo Lula conseguiu finalmente se apresentar pro Brasil de um jeito bem didático.Tudo começou com uma briguinha de ego por causa da nomeação do tal Messias lá no Congresso.Dessa vez teve milagre: Os presidentes do Senado e da Câmara,ficaram ofendidos. Aí resolveram trabalhar.
Derrubaram o veto do Licenciamento Ambiental: Lula freia, o Congresso solta
No licenciamento ambiental, Lula resolveu fazer o papel de atraso:
– vetou dispensa para manutenção e ampliação de infraestrutura,
– cortou regra ampla de Licença por Adesão e Compromisso,
– brecou autonomia de estado e município.
E isso promete muita treta com os ecochatos , a Ministra Marina Silva ficou doida e já ameaçou judicializar.
O Congresso, magoado, pegou 52 vetos, botou tudo na mesma sacola e jogou na lixeira legislativa.
Resumo :Lula pisou no freio do desenvolvimento, o Congresso, por birra, só tirou o pé da embreagem. Não foi amor ao Brasil, foi raiva do Planalto. Mas, sem querer, ajudou o país um pouquinho.
Dívidas dos estados: o governo corta, o Congresso remenda
Na treta das dívidas dos estados, mesma novela:
– o governo quis podar o socorro, o Congresso foi lá, costurou de volta o alívio, ainda garantiu ressarcimento pra quem bancou obra federal, como Santa Catarina.
Patriotismo? Claro que não. Isso é disputa de poder. Mas o efeito colateral, por acidente, melhora a vida de alguns estados.
E como se fosse pouco: o Messias do ativismo
A cereja do bolo é o indicado de Lula pro STF: um verdadeiro missionário do ativismo judicial. O sujeito escreveu na tese de doutorado que o tal ativismo é parte da “institucionalidade brasileira”. Traduzindo: pra ele, o STF não é pra julgar, é pra governar de toga, com o Legislativo fazendo figuração. Fico imaginando a oposição sabatinando este cara
Se o Senado aprovar um nome desses, assinam o testamento: “deixamos aqui nossas últimas vontades da democracia”.
Enquanto isso, a gente segue aqui, trabalhando, pagando imposto… e assistindo Brasília funcionar na base do chilique. Quando eles brigam, o país anda um pouquinho. Quando fazem as pazes, aí sim é que o Brasil para de vez.
Por Cleomar Diesel






