O PSD do governador Ratinho Junior deve terminar 2025 deixando um recado bem claro ao mundo político: quem manda no tabuleiro municipal do Paraná, hoje, é ele. Em poucos dias, o partido filiou 27 prefeitos e chegou à impressionante marca de 191 chefes de executivo municipal em seus quadros, um patamar que nenhum outro grupo político havia alcançado no estado. A meta anunciada – fechar o ano com mais de 225 prefeitos – deixaria o PSD no comando de mais da metade dos 399 municípios paranaenses. Não é só força: é hegemonia em construção.
O movimento ganhou um símbolo nesta quinta-feira (27), com a filiação de Luizão Goulart, atual secretário de Administração e Previdência do Estado, ex-deputado federal e ex-prefeito de Pinhais. O que poderia ser apenas mais um ato burocrático virou celebração do “projeto PSD” no Paraná. Prefeitos de São João do Ivaí, Ortigueira, Santa Tereza do Oeste, Corbélia, Amaporã, Pinhão e vários outros engrossaram a tropa, transformando o encontro em uma espécie de pré-convenção de poder.
Os números ajudam a explicar o clima de euforia. O PSD já havia batido recorde nas eleições de 2024, elegendo 164 prefeitos. Agora, com 191 no bolso e a perspectiva de chegar a 225 até o fim de 2025, o partido não está apenas ampliando espaço: está redesenhando o mapa político do Paraná. Nas contas da direção, isso significa uma base eleitoral robusta para 2026, ano em que o PSD pretende eleger 10 deputados federais (hoje são sete) e manter ou ampliar a bancada de 16 deputados estaduais.
Se a meta de 225 prefeitos se concretizar, o PSD sairá de 2025 não apenas como o maior partido do Paraná, mas como o verdadeiro fiador da política estadual para 2026. Governador, secretários, deputados, prefeitos e candidatos estarão, em maior ou menor grau, orbitando o mesmo centro de gravidade. E quem quiser disputar poder no Paraná daqui para frente vai ter que, no mínimo, calcular a sua rota em função do PSD de Ratinho Junior.






