A Fifa definiu um novo modelo de cabeças de chave para a Copa do Mundo de 2026 e deixou o Brasil fora do primeiro escalão. A entidade criou a categoria de “super cabeças de chave”, reservada apenas às quatro melhores seleções do ranking: Espanha (1ª), Argentina (2ª), França (3ª) e Inglaterra (4ª).
Essas quatro seleções serão distribuídas em lados opostos da chave, com o objetivo declarado de evitar que se enfrentem antes das semifinais, desde que confirmem o favoritismo e vençam seus grupos na primeira fase.
Brasil fora do topo, mas ainda cabeça de chave
Quinto colocado no ranking da Fifa, o Brasil não entra no grupo das “super cabeças de chave”, mas seguirá como cabeça de chave “normal” no sorteio da Copa de 2026, marcado para 5 de dezembro.
Comandada pelo italiano Carlo Ancelotti, a seleção brasileira poderá ser alocada em qualquer um dos grupos disponíveis, respeitando apenas uma restrição: não poderá enfrentar outro sul-americano na fase de grupos.
Além do Brasil e do quarteto de “super cabeças”, também serão cabeças de chave México, Estados Unidos, Canadá (países-sede), Alemanha, Bélgica, Portugal e Holanda.
Anfitriões já têm grupos definidos
Os três anfitriões já sabem a qual chave pertencerão:
- México será o cabeça de chave do Grupo A
- Canadá, do Grupo B
- Estados Unidos, do Grupo D
A Fifa também definiu previamente a posição de cada equipe dentro dos grupos, de acordo com o pote de origem, o que influencia diretamente na tabela de jogos. O detalhamento de estádios e cidades onde cada seleção atuará será divulgado apenas no dia seguinte ao sorteio. A entidade já possui uma base de distribuição geográfica, mas ainda não fechou o “caminho” jogo a jogo.
Critérios de sorteio e restrições por confederação
As seleções classificadas via repescagens ocuparão obrigatoriamente o Pote 4. Serão quatro vagas oriundas da repescagem europeia e duas da repescagem mundial, envolvendo países de diferentes continentes.
A Fifa manteve a regra de que seleções da mesma confederação não podem se enfrentar na fase de grupos, com exceção da Europa, que terá mais representantes do que grupos disponíveis (16 times para 12 chaves). Ainda assim, haverá um limite máximo de duas seleções europeias por grupo.
O sorteio seguirá a ordem tradicional:
- Esvaziamento do Pote 1 (cabeças de chave)
- Em seguida, Pote 2
- Depois, Pote 3
- E por fim, Pote 4
Caso uma seleção seja sorteada para um grupo que infrinja alguma regra (como limite de seleções da mesma confederação), ela será automaticamente realocada para o grupo seguinte.
Como ficaram os potes da Copa de 2026
Pote 1 (cabeças de chave):
Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica, Alemanha
Pote 2:
Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria, Austrália
Pote 3:
Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Qatar, Arábia Saudita, África do Sul
Pote 4:
Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, Repescagem Europeia 1, 2, 3 e 4, Repescagem Mundial 1 e 2
Desenho prévio de cada grupo
A Fifa também definiu a ordem de entrada dos potes em cada grupo, o que organiza a estrutura do sorteio:
- Grupo A: México, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
- Grupo B: Canadá, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
- Grupo C: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
- Grupo D: Estados Unidos, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
- Grupo E: Pote 1, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
- Grupo F: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
- Grupo G: Pote 1, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
- Grupo H: Pote 1, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
- Grupo I: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
- Grupo J: Pote 1, Pote 3, Pote 2 e Pote 4
- Grupo K: Pote 1, Pote 4, Pote 3 e Pote 2
- Grupo L: Pote 1, Pote 2, Pote 4 e Pote 3
Com o novo modelo de “super cabeças de chave”, a Copa de 2026 ganha um componente extra de hierarquia entre as seleções de elite — e o Brasil, pela primeira vez em muito tempo,






